Carretera Austral, inóspita e surpreendente !

Deixamos a pequena El Chalten e o imponente Fitzroy para trás e seguimos para um dos trechos mais complicados de nossa travessia, percorrer a temida e inóspita Carretera Austral, no sul do território chileno. A idéia de cruzar a Carretera partiu depois que li uma reportagem na Revista Terra, mostrando imagens incríveis daquela trilha chamada de estrada, que corta boa parte do sul do Chile.

                                      

Desde o primeiro planejamento da travessia, tinha em mente que iríamos transpor este caminho e que seria um dos grande desafios para o nosso motorhome. Com certeza esta estrada não pode ser vencida por qualquer veículo e principalmente falando em motorhomes. A tração nas 4 rodas foi utilizada em alguns trechos e a altura do solo também fez muita diferença.  Na verdade, a empreitada já tem início na saída de El Chalten, ainda na Argentina, pois percorremos alguns bons  kms no asfalto e entramos no rípio na Ruta 40. O que os argentinos e chilenos chamam  de rípio, nada mais é do que uma estrada de terra coberta de cascalho, uma espécie de seixo rolado. Este tipo de estrada é comum nestas regiões e a qualidade delas também varia muito de um local para o outro. O trecho inicial foi longo, monótono e cheio da máquinas na pista. Os argentinos estão asfaltando boa parte desta estrada que vai do entroncamento de El Chalten até a cidade de Perito Moreno, mas ainda resta muito a ser feito. 

               

O que chama a atenção neste trecho é ver no mapa nomes de cidades que quando se chega aparecem apenas meia  dúzia de casas, e com sorte uma bomba de combustível. Portanto, controle bem o abastecimento e não tenha muitas expectativas nas paradas para não se decepcionar. Numa delas, onde no mapa dizia Tamel Aike, depois de horas dirigindo, anoiteceu e chegamos num local onde havia apenas uma casa e um galpão. Achávamos que se tratava de uma cidade, mas era apenas um posto de apoio à trabalhadores da estrada. Quando nos aproximamos, saiu da casa o Senhor Miguel, que nos ofereceu banho quente, comida e insistiu para que dormíssemos dentro da sua casa. Como estávamos sem água na caixa, aceitamos o banho quente, por sinal estava muito bom, com direito a aquecimento no banheiro também.  Voltamos para o nosso motorhome, onde lanchamos e dormimos. Esta foi a noite mais fria da nossa viagem, a temperatura chegou aos 10 graus negativos e nosso reservatório de água congelou, canos com água dentro também. Tivemos uma mangueira estourada também pelo congelamento. Como utilizamos toda estrutura da casa do Senhor Pedro, seguimos viagem pela manhã sem problemas. Ainda tivemos um longo trecho de rípio até a cidade de Perito Moreno. Chegando  à cidade, fomos almoçar e depois procuramos um local com uma valeta,  fosso como eles dizem aqui, para poder consertar as mangueiras e canos quebrados com o congelamento. Se você pensa em passar por esta região com motorhome e no inverno é bom revestir canos e mangueiras com algum tipo de isolante térmico, assim a chance de congelamento é menor.  Fizemos os reparos e seguimos para cruzar a fronteira Argentina-Chile e chegar à pequena e pacata cidade de Chile Chico.

              

Esta passagem de fronteira foi a mais rigorosa em termos de fiscalização, verificaram minuciosamente nosso motorhome em busca de produtos vegetais ou animais. É claro que tínhamos alguns itens e foram todos confiscados. Tínhamos produtos chilenos lacrados de fábrica e mesmo assim foram apreendidos, muito  estranho !  Há uma certa incoerência em relação aos produtos proibidos nessas passagens, portanto é sempre bom colocar SIM no formulário, pois desta forma se acharem algum item proibido, eles apenas retiram do veículo. Caso você preencha o formulário dizendo NÃO e eles acharem algum produto você pode ter sérios problemas. Quando chegamos a Chile Chico, ficamos em dúvida sobre nosso próximo destino, pois há uma balsa que corta um bom trecho do percurso, mas como queríamos entrar na Carretera Austral  optamos pela estrada. Conversamos com alguns Carabineros (Policia Rodoviária) e eles nos disseram que a estrada era belíssima. E foi a melhor decisão que podíamos tomar, o trecho entre Chile Chico e Puerto Gadal foi a estrada mais espetacular que já percorremos viajando. As paisagens parecem pinturas da natureza, circundando um grande lago que no lado argentino se chama Buenos Aires e no lado chileno General Carrera. A estrada é estreita e percorre boa parte da encosta do lago tendo os Andes nevado como pano de fundo. Alguns trechos lembram filmes do Indiana Jones,  mas na verdade é preciso dirigir com muita atenção, pois qualquer descuido pode acabar em tragédia.

               

              

Apesar da beleza indescritível do caminho, a estrada é repleta de perigos, principalmente do risco de pedras enormes que caem dos paredões onde a estrada foi aberta. A Letícia que ficou quase todo trajeto ao lado do precipício passou sufoco, ficou apreensiva em várias passagens. Não é para menos, em alguns momentos, quando se olha de dentro do carro para a janela, quase não enxergamos a estrada onde estamos percorrendo. É claro que este caminho não é para qualquer veículo, mais uma vez nosso motorhome mostrou que estava preparado para estes desafios. 

               

As paisagens continuavam deslumbrantes e o tempo contribuiu para isso, pois o céu estava azul e as nuvens passavam pelos Andes e o sol refletia nas águas do lago, uma visão sensacional. Paramos muitas vezes durante a travessia, mas valeu cada minuto, nossos registros mostram que as paradas foram merecidas. Depois dos precipícios ainda cruzamos pontes com cachoeiras e atravessamos uma zona de pequenos agricultores e criadores de gado e ovelhas. Conversamos com o Senhor Juan, de 74 anos, que sempre viveu naquele lugar e conduzia seu gado para sua propriedade. Ele nos dizia que no inverno a temperatura chega aos 20 graus abaixo de zero e os campos amanhecem completamente brancos pela geada.  

                             

                                          

Chegamos a Puerto Gadal, um povoado situado à beira do lago e quando entramos não havia ninguém nas ruas. No inverno estes lugares ficam completamente desertos. Continuamos e alcançamos enfim o entroncamento da Carretera Austral, depois de 3 meses, estávamos na lendária estrada mais inóspita da América do Sul. 

              

                      

A paisagem continuava incrível, passando por pontes, grandes montanhas e o lago, agora General Carrera.  Os tehuelches, habitantes nativos, chamavam este lago de Chelenko. considerado um dos maiores corpos hídricos em superfície na América do Sul e o maior lago do Chile. Estas águas também dão origem ao Rio Baker, o mais caudaloso do Chile. Na estrada vimos outdoors com os dizeres: “Patagônia Sin Represas!”, mostrando a insatisfação dos habitantes da região em relação a implantação de usinas hidrelétricas e a formação de represas que vão destruir florestas, bosques e ameaçam muitas espécies vegetais e animais. Depois de algumas horas chegamos a Vila de Puerto Tranquilo, com cerca de 500 habitantes, um povoado que abriga um atrativo imperdível :  as Capelas de Mármore.  Enquanto almoçávamos já acionamos a Núbia, esposa do dono das embarcações que fazem o passeio até as capelas e combinamos a saída em 40 minutos. Vimos algumas fotos no restaurante, mas seguimos sem muita expectativa. Na verdade não havia visto nada sobre este local, vindo da Argentina há poucas informações sobre a Carretera Austral, é uma espécie de ciúmes de ambos os lados, os dois países não querem perder os visitantes e assim o Chile divulga pouco os atrativos turísticos do país vizinho e a Argentina faz o mesmo. De qualquer forma entramos no barco e navegamos em direção as capelas. Após 30 minutos chegamos a uma formação de mármore impressionante. Na verdade, as capelas são coadjuvantes, as outras formações também em mármore, vão costeando o lago, e a cada curva do barco são mais fantásticas.

                

              

Ficamos maravilhados com o passeio e com aquelas imagens, é realmente imperdível conhecer as Capelas e as formações ao redor. Como chegamos às cinco e meia da tarde, resolvemos dormir por ali mesmo, ao lado do pequeno posto de combustível, ou poderia dizer, da bomba de combustível, pois é só isso. Se você quiser ficar mais tempo em Puerto Tranquillo, pode conhecer também o Glaciar do Explorador, distante 50 km em estrada de rípio, fora da rota. No dia seguinte partimos para mais um dia de Carretera, conhecendo povoados, vendo paisagens sempre peculiares.  Depois de várias horas e muitos buracos, vimos uma grande montanha com uma espécie de castelo no cume, estávamos em Cerro Castillo.

              

              

Foi um alívio, estávamos cansados de tanto rípio e de Cerro até Coyhaique já estava tudo asfaltado. Coyhaique é uma cidade grande, de longe já é possível ver a grande extensão de casas e edificações, com cerca de 50 mil habitantes, é a maior e mais bem estruturada cidade da Carretera Austral. A partir de Coyhaique, são mais 180 km de asfalto e as estradas voltam a ser de rípio e bastante esburacadas. Neste trecho é um sobe e desce cruzando os Andes, partes nevadas, estradas super estreitas, uma espécie de serra de Ubatuba com meia pista, de rípio e sem acostamento, muita calma nesta hora !

                      

Vamos em frente, a nossa próxima parada era a cidade de Chaiten e apostamos nossas fichas que seria uma boa cidade, pois em nosso mapa dizia que havia 6 mil habitantes e considerando os povoados  até o momento seria uma metrópole em termos do número de habitantes.  Quando chegamos a Chaiten ficamos chocados e muito impressionados, dos 6 mil habitantes restaram apenas 500 pessoas, se transformou numa verdadeira cidade fantasma. 

             

            

 O motivo deste grande êxodo foi a erupção do vulcão Chaiten acontecida recentemente em 2008. A cidade foi completamente coberta pelas cinzas e até hoje podemos ver ruas tomadas por resíduos vulcânicos, montes acumulados nas ruas, casas e negócios abandonados, é triste a realidade atual de Chaiten.  Difícil para nós é compreender como tantas pessoas conseguem viver aos pés de vulcões, considerando que no Chile o número de vulcões passa de mil e muitas cidades turísticas são cercadas por 4 ou 5 que podem entrar em erupção a qualquer momento. Ficamos assustados com as imagens e partimos. Na saída de Chaiten, passamos por uma situação absurda e perigosa, estávamos na estrada e de repente vimos uma cancela aberta e seguimos em frente. Subitamente surge um homem correndo acenando com os braços para que saíssemos da pista. Fomos para uma área de escape da estrada e em poucos segundos pousa um avião de médio porte, tipo CARAVAN, bem no meio da estrada. Ficamos intrigados com a situação, por pouco o avião não colide com o nosso veículo, em plena Carretera Austral. O motivo da trapalhada, segundo o responsável do aeródromo, foi que o funcionário que comanda a cancela havia faltado naquele dia e por isso ficou aberta. Depois do susto fomos em frente e paramos para conhecer um dos atrativos  do Parque Nacional de Queulat, o Ventisqueiro Colgante. Seguimos alguns kms dentro do parque e depois de uma caminhada de 20 minutos chegamos num lago magnífico, cercado de vegetaçào e com um ventisqueiro ao fundo, no alto. O ventisqueiro nada mais é que uma espécie de glaciar em forma de “V”. A vista do lugar é espetacular, prefeita para quebrar a rotina da Carretera e descansar um pouco.

                       

                 

 Deixamos o parque e teve início o trecho das balsas, foram  4 travessias no total, e na última delas, entre Caleta Gonzalo e Hornopiren,  navegamos pelos fiordes patagônicos numa travessia que durou cerca de 5 horas pelo Golfo de Ancud. Aproveitamos o tempo para curtir as imagens deslumbrantes das montanhas nos dois lados saboreando um delicioso risoto preparado pela Letícia.

            

            

         

De Hornopiren seguimos para Puerto Montt, ponto final da nossa empreitada pela magnífica Carretera Austral. Temos certeza que percorrer a Carretera foi um feito inesquecível e repleto de adrenalina e não hesitaríamos em fazer o percurso novamente. 

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Category : Diário de Bordo

20 Comentários → “Carretera Austral, inóspita e surpreendente !”


  1. William

    8 Anos ago

    Wow! Cada lugar e… cada experiência. Dá vontade de fazer a mesma coisa que vocês estão fazendo.

    Forte abraço,

    William

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  2. Marcos Machado

    8 Anos ago

    Eduardo,
    Como seria esse isolamento dos canos e caíxas d’água? Que material usar? Se eoncontrar proprietários de trailers e motorhomes locais ou originários de regiões frias seria uma boa perguntar. Se descobrir, por favor, não deixe de contart aqui.

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    • eduardo

      8 Anos ago

      Olá Marcos, na verdade este isolamento seria simples de fazer, poderia ser aquela espuma cinza que normalmente é colocado em tubos de ar condicionado. De preferência seria ideal que a tubulaçào não ficasse exposta ao frio também o que já seria suficiente para que não acontecesse este congelamento. A minha tubulação está toda abaixo e exposta, sendo assim sofre a ação do tempo e também de impactos de pedras quando cruzamos estradas de rípio.
      Grande abraço !

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  3. Prezados Eduardo e Letícia,

    Depois de quase 3 meses, volto a navegar pela página desta incrível aventura que vocês estão vivendo e proporcionando a nós todos. Neste ínterim subemetí-me a uma cirurgia de transplante hepático e já estoiu há 75 dias da mesma, me recuperando fantásticamente, graças a Deus.

    Agora, voltando aos poucos à internet, fui logo conferir onde vcs andavam. Naveguei qause todo o precurso do Diário de Bordo tudo pq parte desta viagem já fizemos de Safari (em 1989 até Puerto Mont via Bariloche/ Ososrno, com direito a banhos termais na hoje quase soterrada Termas de Puyehue. Em Janeiro de 2010, agora com um Windlauf montado em uma Sprinter fizemos outra parte Florianópolis/Ushuaya/Florianópolis.
    Lógico que não nos aventuramos, como vcs pela fantástica Carretera Austral, mas penso que nosso MH não consegue ultrapassar os abstáculos q vcs enfrentaram a bordo desta máquina que a Vettura lhes preparou. Quem sabe, um dia???

    Foi enorme o prazer de acompanhá-los até o último “post”. Imagino q vcs devem ter vivido de perto a catástrofe do Vulcão Puyehue. Certamente novas fotos fantásticas virão. E eu, quero acompanhar de perto.

    Deus vos abençoe e vos ilumine conferindo-lhes todo o gás necessário a continuarem esta maravilhosa aventura.

    Grande Abraço,

    Caminha

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  4. Andréa

    8 Anos ago

    Edu,

    Que lugar maravilhoso e ao mesmo tempo encantador. A
    natureza é espetacular.

    Abraços…..

    Andréa.

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    • eduardo

      8 Anos ago

      Oi Andrea, realmente é difícil dizer qual é o lugar mais incrível, a cada local visitado ficamos mais impressionados com as paisagens, sempre diferentes do que temos em nosso Brasil que também tem lugares extraordinários.
      Beijo grande.

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  5. Daniel Homem

    8 Anos ago

    Edu, impressionante meu bruxo, sem palavras!!!!
    Essa viagem vai dar um best seller com toda certeza meu amigo!!!
    Parabens pela coragem, iniciativa, motivacao, enfim, todo trabalho que tivestes com planejamento, alocacao de recursos, etc… e por todo trabalho que a viagem ainda lhes proporcionara!!!
    um grande Abraco
    Daniel

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    • eduardo

      8 Anos ago

      Grande amigo Daniel !!! Que surpresa legal receber uma mensagem sua através do site, é muito bom ter amigos do outro lado do planeta apreciando nossa empreitada !!
      A viagem está realmente alucinante, paisagens e imagens espetaculares e o melhor disso tudo é poder compartilhar com os amigos e amantes da fotografia.
      Agradeço as palavras de apoio e continue nos acompanhando !
      Grande abraço my friend from China !

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  6. Marcelo Marmita

    8 Anos ago

    Ola Expedicionários referente ao congelamento e a quebra das mangueiras realmente acontece com vários motorhomes que vão passear por esses locais é um problema estou vendo que tipo de composição é possivel ser usado e depois passo a vcs pois se acharem pelo caminho nos Estados Unidos vcs podem substituir . Boa Viagem !!!!!!

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    • eduardo

      8 Anos ago

      Beleza Marcelo, tudo tranquilo aqui, na verdade o que congelou foi o cano que sai da água potável, não tem nada a ver com a caixa de detritos que está perfeita, nenhum probelma com o produto. O cano congelou por que estava exposto embaixo do carro. Vamos seguindo viagem, grande abraço e continue seguindo.

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  7. Jacob Bussmann Filho

    8 Anos ago

    Viagem maravilhosa, belas fotos estou acompanhando atentamento pois estarei indo para Ushuaia no final do ano , e estou em fase de planejamento, e o teu site esta ótimo…parabéns ….boa viagem…abs

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    • eduardo

      8 Anos ago

      Caro Jacob
      ficamos felizes que esteja curtindo nosso site e aproveitando para planejar sua viagem ao Ushuaia, este é um dos nosso objetivos, poder compartilhar nossa empreitada com viajantes e amantes da natureza. Dezembro é uma boa época para estar em Ushuaia, assim você poderá aproveitar melhor os lugares, pois no inverno as paisagens se transformam e a cidade fica bem fria.
      Grande abraço e boa viagem !

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  8. Jacob Bussmann Filho

    8 Anos ago

    Oi Edu, estou olhando o roteiro e estou vendo que vc vai entrar na Bolívia, estive lá o ano passado e tive problemas para entrar no pais, pois é obrigatório fazer um seguro aqui no Brasil (tipo carta verde) e eu não tinha feito, tinha só a carta verde Mercosul.Não teria entrado pois o pessoal da Aduana de Yacuiba foi irredutível e não teve jeitinho.O que finalmente me salvou foi um amigo que tenho em La Paz (Miguel Barragan) e é dono de uma segurada e mandou seu staff lá pegar meus documentos e providenciar uma documentação para poder entrar ao pais….estava de moto

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  9. Nadja Sampaio

    8 Anos ago

    Edu,
    Que estrada bonita! com certeza já incluí a Carretera Austral no meu roteiro quando fizer a minha travessia. Você sabe que vou seguindo seus caminhos, né? Quando eu fui de Safári, eu tive vontade de subir pela ruta 40, de El Calafate para Bariloche, mas me disseram que era muito rípio e do maior, aí não tive coragem e voltei pela ruta 3 mesmo…O teu carro tá arrazando, né? Tô adorando o test drive que você está fazendo….para mim é tudo de bom!rsrsrs
    E vamos para a próxima etapa..sorte prô cês! principalmente nas aduanas..ô povo chato!
    bjs

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  10. Silvio bombeiro sao josé norte

    8 Anos ago

    Edu e leticia estou acompanhando sua travesia amigos,do celular com chip da tim,a tim e vc são sem fronteiras,vou comprar um camioneta da ford,já vi são otimas ,mande noticias,estou rezando e torcendo por vcs dois,abraços do amigo corpo de bombeiros são josé do norte.silvio

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  11. Carlos Jose

    8 Anos ago

    Magnifica a experiência de vcs. Estou pensando em ir com minha esposa e meus dois filhos (15 e 18anos), porem gostaria de comecar de Puerto Montt. Oq vcs acham.

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    • Eduardo Issa

      6 Anos ago

      Caro Carlos
      A Carretera Austral é uma estrada incrível mas não pode ser fveita com qualquer veículo, no mínimo um carro alto e se possível 4×4. Não há trechos muito ruins, mas pode ficar se cair uma chuva forte. há muitas pedras soltas pelo caminho e se nào tiver cuidado pode ter o carter o tanque do carro por estas pedras pontiagudas. Fazer esta estrada com carros baixos é uma grande encrenca. Não existe cidades grande, alguns trechos são bastante isolados, quanto mais se desce maior é o isolamento. Se a viagem for numa pickup ou SUV alta, dá para ir tranquilo. Grande abraço e boa viagem !

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  12. CARLOS NOETOLD

    8 Anos ago

    A condição da estrada na carretera austral é igual àquele trecho chileno na tierra del fuego entre bahia azul e san sebastian? Preciso comparar.

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  13. felipe farina

    6 Anos ago

    eduardo, quando tu se refere ao rípio , eu estou com uma viagem marcada , e a idéia é ir com o carro (ford fusion) , queria que me ajudasse a saber se é possivel fazer as travessias com um carro grande e baixo… quanto ao cascalho e a atolar eu nao me preocupo, pela ajuda do controle de traçao , mas fico preocupado por ser um carro baixo….

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    • Eduardo Issa

      6 Anos ago

      Caro Felipe

      Se aventurar pela inóspita e deserta Carretera Austral com um Ford Fusion pode ser uma grande roubada, a estrada não é para carros deste tipo, tem lama, rípios, pedras caídas e locais com altos e baixos. Não sei qual é o objetivo da sua viagem mas cuidado que você poderá entrar numa grande fria e guinchos e mecânicos nesta região é bem complicado. É claro que se você tivesse que passar e não tivesse outro caminho você poderia tentar mas acho que não é o caso. O nosso motorhome é alto e mesmo assim tivemos alguns canos quebrados embaixo por pedras batidas, portanto se você furar o carter ou tanque só vai sair de lá com guincho e vai lhe custar muito caro, Venda o Fusion e vá de Ranger, muito melhor ! Na minha opinião, esta estrada não é para carros deste tipo. Grande abraço !

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